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Mensagem do Dia -  A Alma Perdida

Mensagem do Dia -  A Alma Perdida

Por: Bell Pereira 13/10/2026 às 02:37 • 4 min de leitura
Mensagem do Dia -  A Alma Perdida

Mensagem do Dia -  A Alma Perdida

Uma história fala de um homem que trabalhava sem descanso, sempre com pressa.
A vida seguia. 
Ele dormia, comia, jogava tênis, trabalhava. 
Mas não via graça em nada.

Ele tinha a impressão de que tudo à sua volta ficara plano, sem encanto algum, como se ele se movimentasse numa folha quadriculada e vazia de um caderno de matemática, coberta por quadradinhos iguais e onipresentes.

Um dia, depois de uma viagem, quando ele mal podia respirar dentro de mais um quarto de hotel, já não sabia onde estava, o que fazia ali e nem qual era o seu nome.

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Era como se não houvesse mais ninguém dentro do seu corpo...
Procurou uma médica, que lhe foi indicada. 
Tratava-se de mulher idosa e sábia daquela região.

Depois de examiná-lo e ouvir as suas queixas, ela lhe disse algo que mudaria toda a sua vida:
Se alguém pudesse nos olhar do alto, veria que o mundo está repleto de pessoas que andam apressadas, suadas e exaustas.

Também veria suas almas, atrasadas e perdidas no caminho por não conseguirem acompanhar seus donos.
Isso cria uma grande confusão. 

As almas perdem a cabeça e as pessoas deixam de ter coração.
As almas sabem que ficaram sem seus donos, mas as pessoas muitas vezes nem sequer percebem que perderam a própria alma.

Como é possível? 
Será que eu também perdi minha alma? Perguntou ele.

A ponderada médica respondeu:
Isso acontece porque a velocidade com que as almas se movimentam é muito menor do que a dos corpos.

Escute. 
Você precisa achar um lugar só para si, sentar-se e aguardar com paciência a sua alma. 
Não vejo outro remédio.

O homem estava em estado de choque.
Saiu do consultório, alugou uma casinha pequena nos arredores da cidade e, todos os dias, passou a se sentar numa cadeira, esperando.

Simplesmente esperando.
Passaram-se dias, meses e muitas coisas começaram a surgir em sua mente. 
Lembranças de como sua vida era antigamente, lembranças da infância, quando tudo era mais simples.

Barba e cabelo cresceram.
Um lugar só para si.
Foi então que, numa tarde, alguém bateu à porta. 
E quando ele a abriu, viu na soleira a sua alma perdida. 
Estava cansada, suja e arranhada.

Finalmente! - Disse ela, sem fôlego.
Ele observou que ela tinha as mesmas feições dele quando menino.

Desde esse dia, tudo passou a ser diferente.
O homem começou a prestar muita atenção para não fazer nada numa velocidade que sua alma não pudesse acompanhar.

Enterrou no quintal todos os seus relógios e suas malas de viagem.
Dos relógios, nasceram belas flores coloridas. 
E das malas, brotaram grandes abóboras com as quais ele se alimentou durante todos os invernos tranquilos que se seguiram.


"Esta história se chama A alma perdida. 
É da escritora polonesa Olga Tokarczuk, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 2019 e leva-nos a refletir:
Quantas vezes nos perdemos de nossa alma? 
Quantas vezes nos perdemos de nós mesmos?
Precisamos muito desse lugar só para nós, o lugar do autodescobrimento. 
Não sendo assim, a vida perde o sentido.
Pensemos nisso!"

(Redação do Momento Espírita, com base na obra A alma perdida, de Olga Tokarczuk)

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Desejo um lindo dia  abençoado, repleto de muita luz, paz, amor, boas energias.
Grande beijo no seu coração.
Bell Pereira - Taróloga

 

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