Artigo Espírita - Ninguém Perde Nada
Para que você possa ter a chance de ser feliz, entenda bem esse princípio da vida:
“Ninguém perde nada, pelo simples fato de que ninguém possui nada.”
Toda posse de alguma coisa é ilusão.
By Jefferson Allan
Nada podemos possuir, por um motivo muito simples: tudo o que existe pertence a Deus.
A única coisa que nos pertence somos nós mesmos.
O restante é tudo propriedade do ser divino que a tudo permeia.
Deus é regente e o senhor de todas as coisas.
Como disse João Batista: “O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu” (João 3, 26).
Deus nos tira o material para que possamos nos abrir mais ao espiritual e à essência da vida.
Perdemos no plano inferior para que possamos ganhar no plano superior.
Nossas posses externas vão embora para que possamos acender dentro de nós nossos valores eternos.
Ninguém possui nada… nem coisas, nem pessoas, nem ideias e muito menos certezas sobre alguma coisa.
É certo que tudo passa…e tudo se desfaz nesse mundo.
Quanto mais desejamos uma coisa, mais ela escapa de nós.
Quanto mais queremos obter algo, mais presos ficamos a isso que desejamos obter e ao nosso apego.
Quanto mais insistimos em possuir, mais vem a sabedoria da vida e nos mostra a realidade do despossuir, a verdade da maré sagrada da existência que traz algo e depois leve embora.
A vida nos dá e logo depois a vida nos tira.
Isso ocorre para se demonstrar ao ser vivente que nada pode ser possuído, pois tudo é obra do infinito e o infinito não pode ser objeto de posse de ninguém.
Quem pode conquistar o eterno?
Quem pode obter o infinito?
Se tudo é infinito e o infinito não pode ser objeto de posse, a posse é algo impossível no mundo.
Viemos a esse mundo conquistar coisas para depois aprender a lição eterna de que nada pode ser conquistado.
Tudo se perde, tudo perece, tudo definha, tudo vai, tudo acaba, tudo desmorona, tudo se transforma e termina.
Por outro lado, quanto mais acreditamos ilusoriamente possuir algo, mais esse algo nos possui.
E quanto mais esse algo nos possui, mais perdemos a nós mesmos quando esse algo vai embora ou se extingue.
Quanto maior nossa dependência diante de algo…maior é o nosso sofrimento, seja pelo desejo de conquistar algo que não temos, seja pelo medo de perder o que já temos.
Toda posse é, inevitavelmente, a causa do sofrimento da humanidade.
Por outro lado, o chamado direito de propriedade de um homem só existe porque outros homens aceitam esse direito de propriedade.
Se um homem acreditasse ser o possuidor, por exemplo, de uma terra e todos os outros homens rejeitassem esse direito de propriedade, ele não seria dono de nada, no máximo iria usufruir da terra por um tempo.
É justamente isso que somos: utilizadores de coisas que não nos pertencem, mas que são propriedade exclusiva do divino.
O possuir é uma ilusão dentro da ilusão.
Ninguém pode dizer: “isso é meu”, ou “isso é seu”.
Não possuímos nem mesmo o nosso corpo, que um dia se resolverá em seus componentes fundamentais, virando pó que retorna ao pó da terra.
Como diz a sabedoria da Bíblia:“Do pó viemos e ao pó retornaremos”.
Muitos já percebemos que quanto mais nos agarramos fortemente a uma coisa, mais aprisionados estamos a ela, menos vivemos nossa vida e mais infelizes nos tornamos.
A posse é a maior ilusão que a mente humana criou.
E a pior ilusão de posse, sem dúvida, é a ilusão de posse diante da verdade.
Ai daqueles que se julgam os “donos da verdade”!
Acreditar que conhecemos o modo “certo” sobre alguma coisa, é cair no engano de que possuímos o juízo que permite separar o bem do mal.
Comemos do fruto do conhecimento do bem e do mal e somos expulsos do paraíso.
Esse é, na verdade, o cerne do pecado original, que promoveu a queda do homem.
Crer-se na posse do juízo da verdade, que determina o que deve ser bom e o que deve ser mal; o que pode e o que não pode; ou o certo e o errado.
Esse é o julgamento de valor sobre alguma coisa.
Dizemos que isso tem valor ou que isso não tem valor.
Mas por que o julgamento de valor é sempre falho?
Simplesmente porque todas as coisas têm exatamente o mesmo valor, nada é superior a nada; uma coisa não pode jamais ser mais importante que a outra, porque tudo foi criado por Deus e Deus é perfeito.
Nada há qualquer ser ou coisa bom ou mau, não há araras certas e araras erradas, não há plantas boas e plantas más, tudo é sempre perfeito aos olhos do infinito e da eternidade.
Por isso, o ato de julgar é o mesmo que separar o bem do mal, determinar o certo e o errado.
Quem julga se coloca no direito de afirmar a posse da verdade: um juízo sempre distorcido, falho e vazio.
Não acredite nas posses do mundo…
Ninguém pode perder coisa alguma, porque igualmente ninguém pode possuir coisa alguma.
O sofrimento da perda só existe por conta da ilusão da posse.
E como todos devem saber: se não há posse sobre nada, também não pode jamais haver perda de nada.
Você não perdeu dinheiro, não perdeu seus bens, não perdeu uma pessoa, não perdeu um braço, não perdeu sua memória…
Você nunca perdeu qualquer coisa, porque você nunca possuiu coisa alguma.
Você é espírito e o espírito não possui nada disso…
Ele simplesmente é, sem ter coisa alguma.
A posse simplesmente não existe…
O ser não pode ter…o ser só pode ser.
O ser é a essência do ser.
O ter captura a essência do ser dentro da ideia e da crença da posse.
Mas como se diz em Gênesis: O ser é o ser.
Eu sou aquele que sou.
E não…
Eu sou aquele que possui, ou aquele que tem.
Deixe a ilusão da posse de lado.
Entregue-se a Deus e viva com Ele.
Quando você se entrega a Deus, o senhor de tudo, você passa a compartilhar tudo com Deus, e passa a ser uno com todas as coisas.
Quem é uno com tudo não precisa obter nada.
Esse é o melhor caminho para o ser encarnado na matéria.
(Hugo Lapa)
Cantinho Místico
Grande beijo no coração
Bell-Taróloga
By Jefferson Allan
Nada podemos possuir, por um motivo muito simples: tudo o que existe pertence a Deus.
A única coisa que nos pertence somos nós mesmos.
O restante é tudo propriedade do ser divino que a tudo permeia.
Deus é regente e o senhor de todas as coisas.
Como disse João Batista: “O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu” (João 3, 26).
Deus nos tira o material para que possamos nos abrir mais ao espiritual e à essência da vida.
Perdemos no plano inferior para que possamos ganhar no plano superior.
Nossas posses externas vão embora para que possamos acender dentro de nós nossos valores eternos.
Ninguém possui nada… nem coisas, nem pessoas, nem ideias e muito menos certezas sobre alguma coisa.
É certo que tudo passa…e tudo se desfaz nesse mundo.
Quanto mais desejamos uma coisa, mais ela escapa de nós.
Quanto mais queremos obter algo, mais presos ficamos a isso que desejamos obter e ao nosso apego.
Quanto mais insistimos em possuir, mais vem a sabedoria da vida e nos mostra a realidade do despossuir, a verdade da maré sagrada da existência que traz algo e depois leve embora.
A vida nos dá e logo depois a vida nos tira.
Isso ocorre para se demonstrar ao ser vivente que nada pode ser possuído, pois tudo é obra do infinito e o infinito não pode ser objeto de posse de ninguém.
Quem pode conquistar o eterno?
Quem pode obter o infinito?
Se tudo é infinito e o infinito não pode ser objeto de posse, a posse é algo impossível no mundo.
Viemos a esse mundo conquistar coisas para depois aprender a lição eterna de que nada pode ser conquistado.
Tudo se perde, tudo perece, tudo definha, tudo vai, tudo acaba, tudo desmorona, tudo se transforma e termina.
Por outro lado, quanto mais acreditamos ilusoriamente possuir algo, mais esse algo nos possui.
E quanto mais esse algo nos possui, mais perdemos a nós mesmos quando esse algo vai embora ou se extingue.
Quanto maior nossa dependência diante de algo…maior é o nosso sofrimento, seja pelo desejo de conquistar algo que não temos, seja pelo medo de perder o que já temos.
Toda posse é, inevitavelmente, a causa do sofrimento da humanidade.
Por outro lado, o chamado direito de propriedade de um homem só existe porque outros homens aceitam esse direito de propriedade.
Se um homem acreditasse ser o possuidor, por exemplo, de uma terra e todos os outros homens rejeitassem esse direito de propriedade, ele não seria dono de nada, no máximo iria usufruir da terra por um tempo.
É justamente isso que somos: utilizadores de coisas que não nos pertencem, mas que são propriedade exclusiva do divino.
O possuir é uma ilusão dentro da ilusão.
Ninguém pode dizer: “isso é meu”, ou “isso é seu”.
Não possuímos nem mesmo o nosso corpo, que um dia se resolverá em seus componentes fundamentais, virando pó que retorna ao pó da terra.
Como diz a sabedoria da Bíblia:“Do pó viemos e ao pó retornaremos”.
Muitos já percebemos que quanto mais nos agarramos fortemente a uma coisa, mais aprisionados estamos a ela, menos vivemos nossa vida e mais infelizes nos tornamos.
A posse é a maior ilusão que a mente humana criou.
E a pior ilusão de posse, sem dúvida, é a ilusão de posse diante da verdade.
Ai daqueles que se julgam os “donos da verdade”!
Acreditar que conhecemos o modo “certo” sobre alguma coisa, é cair no engano de que possuímos o juízo que permite separar o bem do mal.
Comemos do fruto do conhecimento do bem e do mal e somos expulsos do paraíso.
Esse é, na verdade, o cerne do pecado original, que promoveu a queda do homem.
Crer-se na posse do juízo da verdade, que determina o que deve ser bom e o que deve ser mal; o que pode e o que não pode; ou o certo e o errado.
Esse é o julgamento de valor sobre alguma coisa.
Dizemos que isso tem valor ou que isso não tem valor.
Mas por que o julgamento de valor é sempre falho?
Simplesmente porque todas as coisas têm exatamente o mesmo valor, nada é superior a nada; uma coisa não pode jamais ser mais importante que a outra, porque tudo foi criado por Deus e Deus é perfeito.
Nada há qualquer ser ou coisa bom ou mau, não há araras certas e araras erradas, não há plantas boas e plantas más, tudo é sempre perfeito aos olhos do infinito e da eternidade.
Por isso, o ato de julgar é o mesmo que separar o bem do mal, determinar o certo e o errado.
Quem julga se coloca no direito de afirmar a posse da verdade: um juízo sempre distorcido, falho e vazio.
Não acredite nas posses do mundo…
Ninguém pode perder coisa alguma, porque igualmente ninguém pode possuir coisa alguma.
O sofrimento da perda só existe por conta da ilusão da posse.
E como todos devem saber: se não há posse sobre nada, também não pode jamais haver perda de nada.
Você não perdeu dinheiro, não perdeu seus bens, não perdeu uma pessoa, não perdeu um braço, não perdeu sua memória…
Você nunca perdeu qualquer coisa, porque você nunca possuiu coisa alguma.
Você é espírito e o espírito não possui nada disso…
Ele simplesmente é, sem ter coisa alguma.
A posse simplesmente não existe…
O ser não pode ter…o ser só pode ser.
O ser é a essência do ser.
O ter captura a essência do ser dentro da ideia e da crença da posse.
Mas como se diz em Gênesis: O ser é o ser.
Eu sou aquele que sou.
E não…
Eu sou aquele que possui, ou aquele que tem.
Deixe a ilusão da posse de lado.
Entregue-se a Deus e viva com Ele.
Quando você se entrega a Deus, o senhor de tudo, você passa a compartilhar tudo com Deus, e passa a ser uno com todas as coisas.
Quem é uno com tudo não precisa obter nada.
Esse é o melhor caminho para o ser encarnado na matéria.
(Hugo Lapa)
Cantinho Místico
Grande beijo no coração
Bell-Taróloga