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O Que É Medo? - Curiosidade

O Que É Medo? - Curiosidade

Por: Bell Pereira 01/10/2026 às 01:55 • 5 min de leitura
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O Que É Medo? - Curiosidade

O QUE É O MEDO? Já se perguntou o que acontece no seu cérebro quando você sente aquele friozinho na barriga?

O medo não é fraqueza, é sobrevivência! É seu cérebro disparando um alarme super rápido pra te proteger.

O Que É Medo? - Curiosidade

As definições dos dicionários indicam que a palavra medo significa uma espécie de perturbação diante da ideia de que se está exposto a algum tipo de perigo, que pode ser real ou não.  

Pode-se entender ainda o medo enquanto um estado de apreensão, de atenção, esperando que algo ruim vá acontecer. Para além das definições da palavra, o medo é uma sensação.

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Essa sensação está ligada a um estado em que o organismo se coloca em alerta, diante de algo que se acredita ser uma ameaça.

O medo é um estado de alerta extremamente importante para a sobrevivência humana.

Uma pessoa sem medo nenhum pode se expor a situações extremamente perigosas, arriscando a própria vida, sem medir as possíveis consequências trágicas de seus atos.

Como o organismo reage ao medo?

O medo é uma sensação em consequência da liberação de hormônios como a adrenalina, que causam imediata aceleração dos batimentos cardíacos.

É uma resposta do organismo a uma estimulação aversiva, física ou mental, cuja função é preparar o sujeito para uma possível luta ou fuga.

Antes de sentir medo, a pessoa experiencia a ansiedade, que é uma antecipação do estado de alerta.

Entre outras reações fisiológicas em relação ao medo, podemos citar o ressecamento dos lábios, o empalidecimento da pele, as contrações musculares involuntárias como tremedeiras, entre outros.

Em alguns casos, o organismo reage de forma exagerada ao medo, fazendo com que esse estado de alerta, benéfico em muitos momentos da vida, transforme-se em um estado patológico, quando o medo se transforma em fobia.

A fobia se trata de uma antecipação do medo ou da ansiedade.

Sua característica mais importante é o comprometimento da relação que o sujeito estabelece com o mundo que o cerca. No caso da fobia, o medo não prepara o indivíduo para decidir entre lutar ou fugir, ele o paralisa, impede que se relacione com o objeto de seu medo.

O medo deve ser tratado? Não se fala em tratamento para o medo, a não ser nos casos em que ele se torna irracional, como na fobia.

Nesses casos, o tratamento mais conhecido em psicoterapia é a Dessensibilização Sistemática, que consiste numa aproximação sucessiva do sujeito em relação ao seu objeto de pavor.

Por exemplo, se uma pessoa desenvolve fobia em viajar de avião, a técnica propõe exposições que gradualmente se aproximam da viagem, como balançar, olhar para baixo de um andar alto, entrar em um avião estacionado, até que finalmente a pessoa aceite e consiga realizar a viagem.

Não é um tratamento fácil, requer dedicação de paciente e terapeuta, mas mostra resultados bastante significativos.

Outros tratamentos são baseados em teorias, como as que propõem a origem do medo ou da fobia em traumas do passado, reais ou imaginários.

Nesses casos, quando se consegue compreender o trauma em seus mais diversos significados, os medos tendem a diminuir significativamente.

De qualquer forma, qualquer tratamento visa a diminuir a níveis normais ou mais equilibrados a resposta de alerta que o medo gera.

Que outras doenças têm o medo como característica?

Além das fobias, o DSM IV apresenta uma série de doenças que tem a reação exagerada de alerta como característica predominante, entre elas:

O Transtorno de Pânico, o Transtorno de Estresse Pós-Traumático, Anorexia, Bulimia e outros transtornos em que o medo está ligado às mudanças no corpo.

Como saber mais?

Inúmeros produtos midiáticos discutem a questão do medo, muitas vezes por um viés de provocá-lo nos espectadores, como os filmes de terror ou suspense.

Em 2009, o diretor Kiko Goifman lançou o filme “Filmefobia” que visa a discutir os inúmeros tipos de medo, contando com a participação de atores e pessoas que não atuavam. 

(Fonte: Brasil Escola Juliana Spinelli Ferrari Colaboradora Brasil Escola Graduada em psicologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista)

 

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