Sofrimento Regenerador
Na questão 167 de O Livro dos Espíritos, Kardec indaga os instrutores espirituais:
- “Qual a finalidade da reencarnação?” Responderam eles:
- “Expiação, melhoramento progressivo da humanidade. Sem isto, onde estaria a justiça?”
By Jefferson Allan
É corriqueiro constatar muitos espíritas afirmarem que é preciso sofrer para pagar dívidas do passado.
Afirmam que, fazendo alguém sofrer numa existência, volta-se na próxima sofrendo o mesmo mal, para sua quitação.
Até alguns expositores espíritas, em palestras, costumam afirmar a mesma coisa, como se isso tivesse fundamento no Espiritismo.
Afirmam que a finalidade da reencarnação é “pagar dívida”, “resgatar crimes”.
Entretanto, o que aprendemos no Espiritismo é que o mal praticado precisa ser ressarcido, não como castigo, mas como aprendizado e correção para colaborar com a nossa evolução espiritual.
Mesmo que o ofendido tenha perdoado, um dia o ofensor sentirá necessidade de reparar o mal, passando por sofrimento idêntico ao por ele praticado, para alívio de sua consciência.
Para que o culpado sinta esta necessidade, é preciso que tome consciência da sua culpa, reconheça seu erro e arrependa-se.
Deus, na sua infinita misericórdia, aguarda o momento mais conveniente para que ele possa assumir a prova, pois só assim, quando fortalecido, terá melhores condições para realizar conscientemente o reparo da falta e usufruir da tranquilidade necessária ao seu bem-estar e felicidade futura.
Portanto, o sofrimento não é imposto ao Espírito por castigo divino.
Ele faz parte da Lei de Ação e Reação; de Causa e Efeito; de Plantação e Colheita.
Na questão 1000 de O Livro dos Espíritos, Kardec faz o seguinte questionamento:
- “Já desde esta vida poderemos ir resgatando as nossas faltas?”
Resposta:
- “Sim, reparando-as.
Mas, não creiais que as resgateis mediante algumas privações pueris, ou distribuindo em esmolas o que possuirdes (...). Só por meio do bem se repara o mal e a reparação nenhum mérito apresenta se não atinge o homem no seu orgulho, nem nos seus interesses materiais”.
Contrariando ensinamentos coerentes da doutrina espírita, muitos companheiros afirmam que é necessário tolerar com resignação todas as provas e, assim entendendo, se curvam diante de uma passividade de conformação e de improdutividade, deixando de cumprir as propostas reencarnatórias de reformulação de atitudes corajosas, alterando o seu “carma” pela ação do merecimento próprio no trabalho da busca de recursos morais para a construção da própria felicidade.
Segundo se entende dos ensinamentos espíritas, a dor não é fonte de salvação como muitos equivocadamente aceitam.
Ela, segundo Emmanuel, é a “pedagogia divina” que nos ensina a aproveitá-la, pois ela é que ensina a reconhecer e entender a sua ação benéfica iluminando os caminhos da evolução espiritual.
Portanto, se nos encontramos ao lado dessa ou daquela pessoa por união conjugal e não nos sentimos felizes, não será a separação que irá fazer a nossa felicidade.
É necessário refletir sobre a máxima espírita: “não há efeito sem causa”.
Se a Lei nos reuniu nesta existência, provavelmente é para efeito de reconciliação; é para se aparar as arestas por nós mesmos criadas.
Como não pode existir paz entre adversários, é fácil para os espíritas entenderem que a Lei nos uniu para desfazer animosidades, reconciliando com o nosso próximo, enquanto a caminho com ele, como recomendou Jesus.
Mesmo que apenas uma das partes entenda a razão das desavenças, já é motivo suficiente para reconhecer que a Lei de Causa e Efeito está presente e assim lutar com todas as forças para salvar a oportunidade de solver seus problemas, perdoando e amando a outra.
Separação entre os cônjuges, que conhecem os ensinamentos doutrinários, só mesmo quando os conflitos perigarem atritos maiores, complicando ainda mais o futuro de ambos.
Neste sentido atentamos para as luzes que o Espírito Emmanuel nos traz em seu livro Leis de Amor.
Inquiriram-no na questão 11: “O que foi em vida passada o marido desleal?”
Resposta:
- “O marido desleal, em muitas circunstâncias, é o mesmo esposo do pretérito, que precipitamos na deserção, com os próprios exemplos menos felizes”.
E na seguinte:
- “E a esposa desorientada?”.
- “A companheira desorientada que nos amarga o sentimento é a mulher que menosprezamos em outra época, obrigando-a a resvalar no poço da loucura.”
Ambas as respostas são bastante evidentes para nos alertar sobre o engano das separações, prorrogativas de débitos vencidos que, no futuro, para a felicidade dos participantes deverão ser resgatados, muitas vezes em situações mais difíceis.
Especialmente os Espíritas devem se conscientizar de que a finalidade do sofrimento é a de aprender que “só por meio do bem se repara o mal e a reparação nenhum mérito apresenta, se não atingir o homem no seu orgulho, nem nos seus interesses materiais”, conforme nos ensinam os amigos espirituais na questão 1000 de “O Livro dos Espíritos”.
Assim procedendo estaremos usando o sofrimento regenerador como oportunidade de acerto do nosso passado delituoso.
Vamos refletir sobre isso, aproveitemos a benfeitora oportunidade que a nossa nova reencarnação está nos proporcionando.
(O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita)
Grande beijo no coração
Bell-Taróloga
By Jefferson Allan
É corriqueiro constatar muitos espíritas afirmarem que é preciso sofrer para pagar dívidas do passado.
Afirmam que, fazendo alguém sofrer numa existência, volta-se na próxima sofrendo o mesmo mal, para sua quitação.
Até alguns expositores espíritas, em palestras, costumam afirmar a mesma coisa, como se isso tivesse fundamento no Espiritismo.
Afirmam que a finalidade da reencarnação é “pagar dívida”, “resgatar crimes”.
Entretanto, o que aprendemos no Espiritismo é que o mal praticado precisa ser ressarcido, não como castigo, mas como aprendizado e correção para colaborar com a nossa evolução espiritual.
Mesmo que o ofendido tenha perdoado, um dia o ofensor sentirá necessidade de reparar o mal, passando por sofrimento idêntico ao por ele praticado, para alívio de sua consciência.
Para que o culpado sinta esta necessidade, é preciso que tome consciência da sua culpa, reconheça seu erro e arrependa-se.
Deus, na sua infinita misericórdia, aguarda o momento mais conveniente para que ele possa assumir a prova, pois só assim, quando fortalecido, terá melhores condições para realizar conscientemente o reparo da falta e usufruir da tranquilidade necessária ao seu bem-estar e felicidade futura.
Portanto, o sofrimento não é imposto ao Espírito por castigo divino.
Ele faz parte da Lei de Ação e Reação; de Causa e Efeito; de Plantação e Colheita.
Na questão 1000 de O Livro dos Espíritos, Kardec faz o seguinte questionamento:
- “Já desde esta vida poderemos ir resgatando as nossas faltas?”
Resposta:
- “Sim, reparando-as.
Mas, não creiais que as resgateis mediante algumas privações pueris, ou distribuindo em esmolas o que possuirdes (...). Só por meio do bem se repara o mal e a reparação nenhum mérito apresenta se não atinge o homem no seu orgulho, nem nos seus interesses materiais”.
Contrariando ensinamentos coerentes da doutrina espírita, muitos companheiros afirmam que é necessário tolerar com resignação todas as provas e, assim entendendo, se curvam diante de uma passividade de conformação e de improdutividade, deixando de cumprir as propostas reencarnatórias de reformulação de atitudes corajosas, alterando o seu “carma” pela ação do merecimento próprio no trabalho da busca de recursos morais para a construção da própria felicidade.
Segundo se entende dos ensinamentos espíritas, a dor não é fonte de salvação como muitos equivocadamente aceitam.
Ela, segundo Emmanuel, é a “pedagogia divina” que nos ensina a aproveitá-la, pois ela é que ensina a reconhecer e entender a sua ação benéfica iluminando os caminhos da evolução espiritual.
Portanto, se nos encontramos ao lado dessa ou daquela pessoa por união conjugal e não nos sentimos felizes, não será a separação que irá fazer a nossa felicidade.
É necessário refletir sobre a máxima espírita: “não há efeito sem causa”.
Se a Lei nos reuniu nesta existência, provavelmente é para efeito de reconciliação; é para se aparar as arestas por nós mesmos criadas.
Como não pode existir paz entre adversários, é fácil para os espíritas entenderem que a Lei nos uniu para desfazer animosidades, reconciliando com o nosso próximo, enquanto a caminho com ele, como recomendou Jesus.
Mesmo que apenas uma das partes entenda a razão das desavenças, já é motivo suficiente para reconhecer que a Lei de Causa e Efeito está presente e assim lutar com todas as forças para salvar a oportunidade de solver seus problemas, perdoando e amando a outra.
Separação entre os cônjuges, que conhecem os ensinamentos doutrinários, só mesmo quando os conflitos perigarem atritos maiores, complicando ainda mais o futuro de ambos.
Neste sentido atentamos para as luzes que o Espírito Emmanuel nos traz em seu livro Leis de Amor.
Inquiriram-no na questão 11: “O que foi em vida passada o marido desleal?”
Resposta:
- “O marido desleal, em muitas circunstâncias, é o mesmo esposo do pretérito, que precipitamos na deserção, com os próprios exemplos menos felizes”.
E na seguinte:
- “E a esposa desorientada?”.
- “A companheira desorientada que nos amarga o sentimento é a mulher que menosprezamos em outra época, obrigando-a a resvalar no poço da loucura.”
Ambas as respostas são bastante evidentes para nos alertar sobre o engano das separações, prorrogativas de débitos vencidos que, no futuro, para a felicidade dos participantes deverão ser resgatados, muitas vezes em situações mais difíceis.
Especialmente os Espíritas devem se conscientizar de que a finalidade do sofrimento é a de aprender que “só por meio do bem se repara o mal e a reparação nenhum mérito apresenta, se não atingir o homem no seu orgulho, nem nos seus interesses materiais”, conforme nos ensinam os amigos espirituais na questão 1000 de “O Livro dos Espíritos”.
Assim procedendo estaremos usando o sofrimento regenerador como oportunidade de acerto do nosso passado delituoso.
Vamos refletir sobre isso, aproveitemos a benfeitora oportunidade que a nossa nova reencarnação está nos proporcionando.
(O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita)
Grande beijo no coração
Bell-Taróloga