Horóscopo

Os Anjos

Por: Bell Pereira 27/12/2023 às 01:57 3 min de leitura
Os Anjos

O menino voltou-se para a mãe e perguntou:
Os anjos existem mesmo?
Eu nunca vi nenhum.
Como ela lhe afirmasse a existência deles, o pequeno disse que iria andar pelas estradas, até encontrar um anjo.

By Jefferson Allan

É uma boa idéia, falou a mãe.
Irei com você.
Mas você anda muito devagar, argumentou o garoto.
Você tem um pé aleijado.

A mãe insistiu que o acompanharia.
Afinal, ela podia andar muito mais depressa do que ele pensava.
Lá se foram.
O menino saltitando e correndo e a mãe mancando, seguindo atrás.

De repente, uma carruagem apareceu na estrada.
Majestosa, puxada por lindos cavalos brancos.
Dentro dela, uma dama linda, envolta em veludos e sedas, com plumas brancas nos cabelos escuros.
As jóias eram tão brilhantes que pareciam pequenos sóis.

Ele correu ao lado da carruagem e perguntou à senhora:

  • Você é um anjo?
    Ela nem respondeu.
    Resmungou alguma coisa ao cocheiro, que chicoteou os cavalos e a carruagem sumiu na poeira da estrada.

Os olhos e a boca do menino ficaram cheios de poeira.
Ele esfregou os olhos e tossiu bastante.
Então, chegou sua mãe que limpou toda a poeira, com seu avental de algodão azul.

  • Ela não era um anjo, não é, mamãe?
  • Com certeza, não.
    Mas um dia poderá se tornar um, respondeu a mãe.

Mais adiante, uma jovem belíssima, em um vestido branco, encontrou o menino.
Seus olhos eram estrelas azuis e ele lhe perguntou:

  • Você é um anjo?

Ela ergueu o pequeno em seus braços e falou feliz:

  • Uma pessoa me disse ontem à noite que eu era um anjo.
    Enquanto acariciava o menino e o beijava, ela viu seu namorado chegando.
    Mais do que depressa, colocou o garoto no chão.

Tudo foi tão rápido que ele não conseguiu se firmar bem nos pés e caiu.

  • Olhe como você sujou meu vestido branco, seu monstrinho!
    Disse ela, enquanto corria ao encontro do seu amado.
    O menino ficou no chão, chorando, até que chegou sua mãe e lhe enxugou as lágrimas com seu avental de algodão azul.

Aquela moça, certamente, não era um anjo.
O garoto abraçou o pescoço da mãe e disse estar cansado.
-Você me carrega?

  • É claro, disse a mãe.
    Foi para isso que eu vim.

Com o precioso fardo nos braços, a mãe foi mancando pelo caminho, cantando a música que ele mais gostava.
Então o menino a abraçou com força e lhe perguntou:

  • Mãe, você não é um anjo?
    A mãe sorriu e falou mansinho:
  • Imagine, nenhum anjo usaria um avental de algodão azul como o meu.

Anjos são todos os que na Terra se tornam guardiães dos seus amores.
São mães, pais, filhos, irmãos que renunciam a si próprios, a suas vidas em benefício dos que amam.
As mães, sobretudo, prosseguem a se doar e velar por seus filhos, mesmo além da fronteira da morte, transformando-se em Espíritos protetores daqueles que na Terra ficaram, como pedaços de seu próprio coração.

(Redação do Momento Espírita com base no cap. Sobre anjos, de O livro das virtudes, v. 2, de William J. Bennett)

 

 

Grande beijo no coração 
Bell-Taróloga

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