Jóias devolvidas
Narra antiga lenda árabe, que um Rabi, religioso dedicado, vivia muito feliz com sua família.
Esposa admirável e dois filhos queridos.
Certa vez, por imperativos da religião, o Rabi empreendeu longa viagem ausentando-se do lar por vários dias.
By Jefferson Allan
No período em que estava ausente, um grave acidente provocou a morte dos dois filhos amados.
A mãezinha sentiu o coração dilacerado de dor.
No entanto, por ser uma mulher forte, sustentada pela fé e pela confiança em Deus, suportou o choque com bravura.
Todavia, uma preocupação lhe vinha à mente: como dar ao esposo a triste notícia?
Sabendo-o portador de insuficiência cardíaca, temia que não suportasse tamanha comoção.
Lembrou-se de fazer uma prece.
Rogou a Deus auxílio para resolver a difícil questão.
Alguns dias depois, num final de tarde, o Rabi retornou ao lar.
Abraçou longamente a esposa e perguntou pelos filhos...
Ela pediu para que não se preocupasse.
Que tomasse o seu banho, e logo depois ela lhe falaria dos moços.
Alguns minutos depois estavam ambos sentados à mesa.
A esposa lhe perguntou sobre a viagem, e logo ele perguntou novamente pelos filhos.
Ela, numa atitude um tanto embaraçada, respondeu ao marido: Deixe os filhos.
Primeiro quero que me ajude a resolver um problema que considero grave.
O marido, já um pouco preocupado perguntou:
- O que aconteceu?
Notei você abatida!
Fale!
Resolveremos juntos, com a ajuda de Deus.
Enquanto você esteve ausente, um amigo nosso visitou-me e deixou duas jóias de valor incalculável, para que as guardasse.
São jóias muito preciosas!
Jamais vi algo tão belo!
O problema é esse!
Ele vem buscá-las e eu não estou disposta a devolvê-las, pois já me afeiçoei a elas.
O que você me diz?
Ora mulher!
Não estou entendendo o seu comportamento!
Você nunca cultivou vaidades!
Por que isso agora?
É que nunca havia visto jóias assim!
São maravilhosas!
Podem até ser, mas não lhe pertencem!
Terá que devolvê-las.
Mas eu não consigo aceitar a idéia de perdê-las!
E o Rabi respondeu com firmeza:
- Ninguém perde o que não possui.
Retê-las equivaleria a roubo!
Vamos devolvê-las, eu a ajudarei.
Iremos juntos devolvê-las, hoje mesmo.
Pois bem, meu querido, seja feita a sua vontade.
O tesouro será devolvido.
Na verdade isso já foi feito.
As jóias preciosas eram nossos filhos.
Deus os confiou à nossa guarda, e durante a sua viagem veio buscá-los.
Eles se foram.
O Rabi compreendeu a mensagem.
Abraçou a esposa, e juntos derramaram grossas lágrimas.
Sem revolta nem desespero.
Os filhos são quais jóias preciosas que o Criador nos confia a fim de que os ajudemos a burilar-se.
Não percamos a oportunidade de auxiliá-los no cultivo das mais nobres virtudes.
Assim, quando tivermos que devolvê-los a Deus, que possam estar ainda mais belos e mais valiosos.
(Redação do Momento Espírita, com base no capítulo Jóias devolvidas do livro Quem tem medo da morte?)
Grande beijo no coração
Bell-Taróloga
By Jefferson Allan
No período em que estava ausente, um grave acidente provocou a morte dos dois filhos amados.
A mãezinha sentiu o coração dilacerado de dor.
No entanto, por ser uma mulher forte, sustentada pela fé e pela confiança em Deus, suportou o choque com bravura.
Todavia, uma preocupação lhe vinha à mente: como dar ao esposo a triste notícia?
Sabendo-o portador de insuficiência cardíaca, temia que não suportasse tamanha comoção.
Lembrou-se de fazer uma prece.
Rogou a Deus auxílio para resolver a difícil questão.
Alguns dias depois, num final de tarde, o Rabi retornou ao lar.
Abraçou longamente a esposa e perguntou pelos filhos...
Ela pediu para que não se preocupasse.
Que tomasse o seu banho, e logo depois ela lhe falaria dos moços.
Alguns minutos depois estavam ambos sentados à mesa.
A esposa lhe perguntou sobre a viagem, e logo ele perguntou novamente pelos filhos.
Ela, numa atitude um tanto embaraçada, respondeu ao marido: Deixe os filhos.
Primeiro quero que me ajude a resolver um problema que considero grave.
O marido, já um pouco preocupado perguntou:
- O que aconteceu?
Notei você abatida!
Fale!
Resolveremos juntos, com a ajuda de Deus.
Enquanto você esteve ausente, um amigo nosso visitou-me e deixou duas jóias de valor incalculável, para que as guardasse.
São jóias muito preciosas!
Jamais vi algo tão belo!
O problema é esse!
Ele vem buscá-las e eu não estou disposta a devolvê-las, pois já me afeiçoei a elas.
O que você me diz?
Ora mulher!
Não estou entendendo o seu comportamento!
Você nunca cultivou vaidades!
Por que isso agora?
É que nunca havia visto jóias assim!
São maravilhosas!
Podem até ser, mas não lhe pertencem!
Terá que devolvê-las.
Mas eu não consigo aceitar a idéia de perdê-las!
E o Rabi respondeu com firmeza:
- Ninguém perde o que não possui.
Retê-las equivaleria a roubo!
Vamos devolvê-las, eu a ajudarei.
Iremos juntos devolvê-las, hoje mesmo.
Pois bem, meu querido, seja feita a sua vontade.
O tesouro será devolvido.
Na verdade isso já foi feito.
As jóias preciosas eram nossos filhos.
Deus os confiou à nossa guarda, e durante a sua viagem veio buscá-los.
Eles se foram.
O Rabi compreendeu a mensagem.
Abraçou a esposa, e juntos derramaram grossas lágrimas.
Sem revolta nem desespero.
Os filhos são quais jóias preciosas que o Criador nos confia a fim de que os ajudemos a burilar-se.
Não percamos a oportunidade de auxiliá-los no cultivo das mais nobres virtudes.
Assim, quando tivermos que devolvê-los a Deus, que possam estar ainda mais belos e mais valiosos.
(Redação do Momento Espírita, com base no capítulo Jóias devolvidas do livro Quem tem medo da morte?)
Grande beijo no coração
Bell-Taróloga