Dúvidas e Autoestima
Estava vendo alguns textos e me deparei com esse, que achei muito interessante e trouxe aqui para vocês.
Espero que gostem.
By Jefferson Allan
Quando se está tomando um caminho novo, ter dúvidas é normal.
E a dúvida é útil porque serve para esclarecer e averiguar com mais informações e reflexão a situação na qual nos encontramos e o que temos à disposição.
Lidar com a dúvida, porém, não é tão simples.
Por um lado, ela parece ser racional, exigindo raciocínio e informações para ser resolvida.
Por outro, ela pode se tornar uma espinha no pé que impede o caminhar.
Isso acontece porque por trás da dúvida se esconde outra questão, mais séria.
Digamos, por exemplo, que temos a dúvida em relação a qual caminho tomar, se o da serra ou aquele da beira mar para chegar em determinado lugar.
Não sabemos qual é mais rápido e o mais seguro numa determinada hora do dia.
Uma vez que juntarmos as informações sobre distância, trânsito e condições da rua, sobre experiências passadas e parecer dos outros, a resposta final vai nascer de um ato de fé.
Não temos como ter certeza de nada, portanto, a dúvida não pode nunca ser extinguida por completo (a menos que não seja uma dúvida matemática!).
Essa fé, por sua vez, é fé na vida, mas também é sobretudo na fé-no-que-se-sente-da-vida.
A fé na vida é mediada pela nossa percepção dele, por nós mesmos, ou seja, pela fé que temos em nós mesmos.
Enfim, a confiança que depositamos em nossas percepções (internas e externas) está ligada à nossa autoestima.
Ao focar na busca por certezas e seguranças, estamos traindo nossa baixa autoestima e, num círculo vicioso, alimentando a própria dúvida.
Como não há certezas absolutas fora as equações numéricas, procurar certezas eleva automaticamente o grau de nossa insegurança, além de nos iludir.
Mascarados de racionalidade, bom senso e cautela, os discursos da dúvida cozinham no fogo sempre aceso da falta de confiança em si, no que se sente, no que se pensa, no que se quer e no como se faz.
Ou seja: na baixa autoestima.
Como é, então, que se tomam as decisões mais difíceis?
Uma vez que a razão fez seu dever de casa – o que é importante – tendo esclarecido tudo o que estava ao seu alcance, tomar a decisão nasce de algo irracionalmente positivo que move (ou não) nossas pernas e nos leva adiante (ou nos mantém firmes), fiéis ao que nosso ser sente como verdade.
E as coisas acontecem.
Conforme as dúvidas são enfrentadas racionalmente no sentido de atraírem atenção para um determinado tópico que necessita de aprofundamento e reflexão, na pessoa com boa autoestima vai ao mesmo tempo sentindo crescer um sentimento de confiança como tendência para determinada escolha.
E o que ela faz?
Ela segue, alegre.
Quando se encontra o caminho surge junto o sentimento de alegria.
O ser (o Si-Mesmo junguiano) está feliz.
Mas a mente pode continuar perturbada, torturada pela dúvida e aí o sentimento de alegria é criticado como leviandade e, portanto, sufocado.
A pessoa volta à estaca zero e diz-se que está empacada.
Geralmente, ela permanece assim, até um novo ciclo da vida impulsionar a tentar novamente dar o salto de confiança.
Às vezes, demora anos.
As questões externas e objetivas são somente a ponta do iceberg. O verdadeiro problema reside debaixo d’água, naquilo que está inconsciente a pessoa.
(Adriana Tanese Nogueira - Gazeta News)
"Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado."
Roberto Shinyashiki
Grande beijo no coração
Bell - Taróloga
By Jefferson Allan
Quando se está tomando um caminho novo, ter dúvidas é normal.
E a dúvida é útil porque serve para esclarecer e averiguar com mais informações e reflexão a situação na qual nos encontramos e o que temos à disposição.
Lidar com a dúvida, porém, não é tão simples.
Por um lado, ela parece ser racional, exigindo raciocínio e informações para ser resolvida.
Por outro, ela pode se tornar uma espinha no pé que impede o caminhar.
Isso acontece porque por trás da dúvida se esconde outra questão, mais séria.
Digamos, por exemplo, que temos a dúvida em relação a qual caminho tomar, se o da serra ou aquele da beira mar para chegar em determinado lugar.
Não sabemos qual é mais rápido e o mais seguro numa determinada hora do dia.
Uma vez que juntarmos as informações sobre distância, trânsito e condições da rua, sobre experiências passadas e parecer dos outros, a resposta final vai nascer de um ato de fé.
Não temos como ter certeza de nada, portanto, a dúvida não pode nunca ser extinguida por completo (a menos que não seja uma dúvida matemática!).
Essa fé, por sua vez, é fé na vida, mas também é sobretudo na fé-no-que-se-sente-da-vida.
A fé na vida é mediada pela nossa percepção dele, por nós mesmos, ou seja, pela fé que temos em nós mesmos.
Enfim, a confiança que depositamos em nossas percepções (internas e externas) está ligada à nossa autoestima.
Ao focar na busca por certezas e seguranças, estamos traindo nossa baixa autoestima e, num círculo vicioso, alimentando a própria dúvida.
Como não há certezas absolutas fora as equações numéricas, procurar certezas eleva automaticamente o grau de nossa insegurança, além de nos iludir.
Mascarados de racionalidade, bom senso e cautela, os discursos da dúvida cozinham no fogo sempre aceso da falta de confiança em si, no que se sente, no que se pensa, no que se quer e no como se faz.
Ou seja: na baixa autoestima.
Como é, então, que se tomam as decisões mais difíceis?
Uma vez que a razão fez seu dever de casa – o que é importante – tendo esclarecido tudo o que estava ao seu alcance, tomar a decisão nasce de algo irracionalmente positivo que move (ou não) nossas pernas e nos leva adiante (ou nos mantém firmes), fiéis ao que nosso ser sente como verdade.
E as coisas acontecem.
Conforme as dúvidas são enfrentadas racionalmente no sentido de atraírem atenção para um determinado tópico que necessita de aprofundamento e reflexão, na pessoa com boa autoestima vai ao mesmo tempo sentindo crescer um sentimento de confiança como tendência para determinada escolha.
E o que ela faz?
Ela segue, alegre.
Quando se encontra o caminho surge junto o sentimento de alegria.
O ser (o Si-Mesmo junguiano) está feliz.
Mas a mente pode continuar perturbada, torturada pela dúvida e aí o sentimento de alegria é criticado como leviandade e, portanto, sufocado.
A pessoa volta à estaca zero e diz-se que está empacada.
Geralmente, ela permanece assim, até um novo ciclo da vida impulsionar a tentar novamente dar o salto de confiança.
Às vezes, demora anos.
As questões externas e objetivas são somente a ponta do iceberg. O verdadeiro problema reside debaixo d’água, naquilo que está inconsciente a pessoa.
(Adriana Tanese Nogueira - Gazeta News)
"Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado."
Roberto Shinyashiki
Grande beijo no coração
Bell - Taróloga