Deixe que a vida siga o seu curso natural - Dr.Osvaldo Shimoda
Para muitos, ser otimista é sempre esperar que coisas boas aconteçam em suas vidas, é ser uma pessoa positiva, pensar positivamente.
A minha visão de otimismo é um pouco diferente.
Para mim uma pessoa otimista é aquela que vê o ótimo em tudo, ou seja, mesmo diante de acontecimentos dolorosos, ainda assim, consegue extrair uma lição, um aprendizado, não perde a fé na vida.
Já o pessimista, é o inverso: mesmo diante do belo, dos acontecimentos positivos, consegue extrair, ver sempre o negativo, o ruim, desprezando o lado positivo da vida.
Não está, portanto, aberto, receptivo para tirar uma lição, um aprendizado em suas experiências de vida.
Ao abrir a janela num dia ensolarado, céu azul e límpido, ao olhar uma roseira em seu jardim, o pessimista só vê os espinhos, não se permite ver a tonalidade das cores, a maciez das pétalas, o encanto, a beleza da natureza, o brilho das estrelas, a luz do vaga-lume, o cantar dos pássaros, o murmúrio da cachoeira, a água límpida, pura, cristalina da correnteza dos rios, o cheiro da terra úmida, o orvalho da manhã, o sorriso de uma criança.
Um amigo meu, pessimista, traduzia sua vida numa anedota contando que no final do túnel via uma luz e, ao se aproximar dela, para sua surpresa, viu que na verdade eram os faróis de um trem chegando a todo vapor em sua direção.
Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006, após conduzir mais de 20.000 sessões de regressão (nesta terapia, é o mentor espiritual – ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual – que conduz a sessão de regressão, e o meu papel como terapeuta é procurar abrir o canal de comunicação para que o mentor de cada paciente possa orientá-lo melhor acerca de seus problemas e a sua resolução) cheguei à conclusão de que a perfeição existe em toda obra da criação.
Ou seja, tudo acontece da maneira e na hora certa para o nosso melhor.
Se algo nos parece errado é porque nos faltam os elementos necessários para entender as causas que geraram determinados acontecimentos em nossas vidas.
Em outras palavras, enxergamos a Vida por meio da “fresta de uma fechadura”.
Nesta terapia, com os mentores espirituais dos pacientes, compreendi que seja o que for que nos esteja reservado para o futuro, somos protegidos pela Vida e por amigos espirituais, mesmo que a gente não os veja no nosso dia-a-dia.
Mas, para que possam nos ajudar mais é preciso conectar-se com eles, indo de acordo com uma das Leis Universais – a Lei da Afinidade – orando, meditando e cultivando o sentimento de gratidão pelo nosso Criador e pela Espiritualidade (mentor espiritual, amigos espirituais, parentes desencarnados, etc.).
É preciso também que estejamos atentos, antenados, com humildade e flexibilidade para percebermos os toques que eles nos dão e, com isso, mudarmos a nossa maneira de ver e agir.
Certa ocasião, no final do tratamento, a paciente me entregou um vaso com uma muda de bambu dizendo que era presente de seu mentor espiritual.
Surpreso e, ao mesmo tempo, honrado com o presente, agradeci de coração à paciente.
Depois que ela foi embora, pude compreender o toque que o mentor espiritual dela me deu presenteando-me com a muda de bambu.
Essa planta é conhecida pela sua resistência, flexibilidade em se moldar de acordo com a força do vento.
Por se envergar diante do vento, ela não se quebra.
Portanto, o recado que o mentor espiritual da paciente me deu por meio desse presente foi que eu precisava ser mais flexível diante da vida.
Flexibilidade é o que diferencia a teimosia da persistência.
Teimosia é persistir nos mesmos erros e não parar para refletir o porquê de não estar dando certo.
Ser teimoso é usar a mesma chave sem perceber que o miolo da fechadura foi trocado.
Por outro lado, ser persistente é ter flexibilidade de parar para refletir quando algo não dá certo.
Ou seja, se tudo que você fez até agora não deu certo, é preciso ter humildade e rever o porquê das coisas não darem certo em sua vida.
Obviamente, uma pessoa teimosa nunca costuma admitir que é teimosa, mas, sim “persistente”, “determinada” e, com isso, não se permite mudar.
Quer controlar tudo, não deixa que a vida a conduza por não confiar nela, resiste, quer continuar na mesmice.
Com isso, cedo ou tarde colherá a dor da desilusão.
Veio ao meu consultório querendo entender por que ficava procrastinando, não conseguia soltar sua criatividade em seu trabalho como profissional autônoma e, com isso, ficava empacada, bloqueada, pois tinha medo do sucesso.
Sofria também de transtorno obsessivo compulsivo (TOC) – compulsão de guardar, empilhar as coisas que achava, acreditava que um dia iria utilizá-las.
O outro motivo que a trouxe em meu consultório era entender o porquê de sua mãe ter sido autoritária, possessiva e rígida com ela.
Na infância, tinha muito medo dela porque era muito severa e batia nela.
Quando sua mãe foi internada no hospital, sua tia que a criou perguntou-lhe se queria vê-la, mas a paciente não quis.
Logo depois, ela veio a falecer.
Após ter passado por 8 sessões de regressão, na 9ª sessão, ao regredir, a paciente me relatou: “Vejo pessoas sentadas em bancos estudando, lendo.
É um jardim bem amplo, claro, muito bonito. Homens e mulheres estão vestidos de branco, descalços.
Uns ficam lendo, outros caminham, conversando. Tem sol, é bem claro, parece ser no plano espiritual.
Estou nesse jardim também vestida de branco, uso um roupão branco (é a vestimenta usual do Astral Superior)”.
- Veja se vem alguém conversar com você nesse lugar? – Peço à paciente. “Uma mulher está se aproximando de mim, mas não sei quem é”.
Como que ela é? – Pergunto à paciente. ” Ela usa um vestido branco, saia rodada. É uma pessoa de idade, parou para falar comigo”. (Pausa).
Escute o que ela lhe diz?(a comunicação com os espíritos desencarnados sempre ocorre de forma intuitiva, em pensamento). ” Ela me abraça…
Acho que é a minha mãe (quando sua mãe faleceu a paciente tinha 10 anos e me disse que não se lembrava muito da aparência física dela). Ela me abraça apertado, chora, pede perdão pelo tratamento dado a mim, pela rigidez, intolerância; achava que estava fazendo o melhor”.
- Como você se sente? – Pergunto à paciente. ” Eu me sinto aliviada, digo à minha mãe que já passou, que não tem nada que pedir perdão. Ela me diz que fica feliz … Agora, ela está indo embora”.
Como você se sente revendo sua mãe? – Pergunto à paciente. ” Eu me sinto feliz, aliviada e mais tranquila”.
Veja se vem mais alguém conversar com você nesse plano? – Peço à paciente. ” Tem um homem de barba, alto, de idade, magro. Ele me mostra um livro, que está em suas mãos.
Diz que a sabedoria que está nesse livro, está também dentro de mim, que é só buscá-la dentro de mim mesma. Diz ainda que estou no caminho certo”.
- Pergunte quem é ele? – Peço novamente à paciente. ” Fala que é o meu mentor espiritual, que é uma ponte para o meu Eu Superior (alma, espírito).
- Pergunte ao seu mentor espiritual se ele tem algo a lhe dizer de sua mãe? – Peço à paciente. ” Diz que está resolvido, o reencontro entre nós solucionou as nossas pendências, pois conseguimos nos perdoar.