Deixo aqui uma parábola para refletirmos.
Um samurai corajoso e de temperamento violento foi a um mosteiro à procura de algumas respostas para suas inquietações.
Lá foi recebido por um monge jovem e franzino.
Olhando o frágil corpo vestido com uma roupa cor ocre, o Samurai disse, prepotente:
- Quero saber sobre o céu e o inferno.
O monge olhou para o guerreiro e respondeu com enorme desprezo:
- Ensinar-lhe sobre o céu e o inferno?
Como poderia ensinar alguma coisa?
Olhe para você mesmo: imundo, malcheiroso.
Você envergonha os samurais.
Saia daqui!
Não suporto a sua presença!
O samurai, atônito a princípio, foi tomado de fúria e tremia de ódio, com o rosto cor de púrpura e os lábios trêmulos.
Tentava em vão balbuciar algumas palavras.
Puxou a espada violentamente e preparou-se para cortar a cabeça do pequeno monge.
- O Inferno é isso - disse o monge fixando-o nos olhos docemente.
O samurai deteve a espada no ar assombrado.
A dedicação ao serviço e a fraternidade compassiva do monge o levaram a arriscar a própria vida para que ele sentisse o inferno.
O guerreiro sentiu o coração aquecido pelo sentimento de gratidão e companheirismo.
Olhou para o monge, com a mente pacificada.
- Isso é o céu - disse o monge, com serenidade.
(Desconheço a Autoria)
Beijo grande
Bell - Taróloga