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As Perguntas do Rei

Por: Bell Pereira 09/02/2024 às 02:38 4 min de leitura
As Perguntas do Rei
Desejo a todos, muita luz, paz, alegrias, boas energias e um ótimo astral! Deixo aqui uma linda parábola para reflexão. By Jefferson Allan As Perguntas do Rei Um rei se apercebeu-se de que nunca falharia se soubesse sempre qual a hora certa para agir, quais as pessoas mais importantes e o mais importante a ser feito. Resolveu procurar um sábio para o aconselhar. Vestiu roupas simples, e antes de chegar ao destino, apeou-se do cavalo, deixou os seus guarda-costas e seguiu sozinho. Quando chegou à cabana do sábio, encontro-o a cavar o chão e perguntou-lhe: - Vim aqui porque preciso que me responda três perguntas: como posso aprender a fazer o que é certo na hora certa? Quem são as pessoas às quais devo prestar maior atenção? Quais os assuntos aos quais devo conceder prioridade? O sábio não respondeu e continuou a cavar. Estava fraco e inspirava profundamente, a cada golpe. O rei ofereceu-se para cavar em seu lugar e preparou duas extensas sementeiras. Sem receber nenhuma resposta às suas perguntas, quase ao final da tarde, disse: - Vim até aqui para obter respostas. Se não me pode dar nenhuma, então diga-me que vou me embora. Nisto, um homem saiu correndo da floresta. Estava ferido e caiu desmaiado, gemendo baixinho. O rei e o sábio o socorreram. Havia uma grande ferida em seu corpo. O rei a lavou e a cobriu com seu lenço e uma toalha do sábio. O sangue continuou a jorrar. Muitas vezes o rei lavou e cobriu a ferida. Finalmente, a hemorragia parou. O homem foi levado para a cama e adormeceu. A noite chegou. O rei sentou-se na entrada da cabana e, cansado, adormeceu. Ao despertar pela manhã, demorou um pouco para se dar conta de onde estava. Voltou-se para dentro. O homem ferido o olhou e lhe pediu perdão. - Não tenho nada para lhe perdoar, disse o rei. Nem o conheço. - Mas eu o conheço. O senhor prendeu meu irmão e jurei acabar com sua vida. Quando soube que o senhor vinha para cá, também vim. Esperei na floresta para matá-lo pelas costas. Mas o senhor não voltou. Saí de minha emboscada e seus guarda-costas me viram. Foram eles que me feriram. Fugi deles. Teria sangrado até a morte se não me tivesse socorrido. Majestade! Se eu sobreviver, serei o mais fervoroso de seus servos. O rei ficou satisfeito por ter conseguido a paz com seu inimigo tão facilmente. Disse que mandaria seu médico para o atender. Levantou-se e procurou o sábio que estava agachado, plantando nas sementeiras cavadas no dia anterior. - Então, vai responder às minhas perguntas? Erguendo os olhos, o sábio lhe respondeu: - O senhor já tem todas as suas respostas. E perante a indagação do rei explicou: - Se sua majestade não tivesse ficado condoída da minha fraqueza ontem e cavado essas sementeiras para mim, indo embora, teria sido atacado por aquele homem. Teria assim se arrependido de não ter permanecido comigo. Por isso a hora mais importante foi quando cavava as sementeiras. Eu era o homem mais importante. Fazer-me o favor foi o mais importante. - Depois, quando o quase assassino chegou correndo, a hora mais importante foi quando cuidava dele. Se não tivesse cuidado da sua ferida, ele teria morrido sem estar em paz consigo. Por isso, ele era o homem mais importante. O que foi feito por ele foi o mais importante. - Então, só existe um momento importante, o Agora. O homem mais necessário é aquele com quem você está, pois ninguém sabe se vai tornar a lidar com outro alguém. O assunto mais importante é fazer o bem para esse com quem se está, pois esse é o grande propósito da vida. (Desconheço a Autoria) Beijo Grande Bell-taróloga

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